domingo, 17 de outubro de 2010

Adolescente também pode ter câncer de mama.


Ao contrário do que o senso comum normalmente imagina, o câncer de mama na adolescência não é impossível. Em determinadas circunstâncias, a doença pode sim atacar adolescentes, ainda que com uma taxa de incidência baixa, em torno de 0,09% dos casos. “O câncer de mama não respeita idade nem sexo”, diz Dra. Lair Ribeiro, presidente da Sociedade Brasileira de Cancerologia. “Mas, na adolescência, os carcinomas freqüentes em mulheres mais velhas são raríssimos”.
Recentemente, a Sociedade Brasileira de Cancerologia detectou e coletou vários tipos de câncer de mama na infância e adolescência. Entretanto, na maior parte das vezes, essas patologias malignas eram de origem secundária, como rabdomiossarcoma e linfomas. Mesmo assim, três casos de carcinoma ductal infiltrante em adolescentes chegaram a ser registrados.
Dr. Cláudio Kemp, professor do departamento de ginecologia da Escola Paulista de Medicina (Unifesp), conta que, anos atrás, acompanhou o caso de uma paciente de 15 anos com um carcinoma secretório da mama. O carcinoma secretório é um subtipo de tumor lobular, diferente do que geralmente acomete a mulher adulta. É um câncer raro, que ocorre principalmente entre 14 e 16 anos. A paciente tinha um nódulo palpável que, após ser retirado e analisado, evidenciou o surgimento do câncer. Após a cirurgia, foi feita uma revisão do estudo anatomopatológico e a ampliação do exame de mama, para ter certeza que as margens cirúrgicas estavam livres do tumor e saber se havia infiltrações nos gânglios linfáticos. A jovem submeteu-se também ao tratamento com radioterapia. Dr. Kemp acompanhou a paciente durante aproximadamente cinco anos após o diagnóstico, período em que não houve nenhuma reincidência. “Ela ficou bem e faz uns dois anos que não a vejo”, conta.
Estratégias de detecção
Os carcinomas de mama que incidem em faixas etárias mais jovens ocorrem em portadoras de mutações nos genes BRCA1 ou BRCA2, associadas a um risco de desenvolver câncer de mama (em qualquer fase da vida) que varia de 71 a 85%. O câncer de mama que acomete adolescentes e está relacionado às mutações no BRCA1 e no BRCA2 é mais agressivo. Além das alterações cromossômicas, os fatores de risco para as pacientes jovens são, principalmente, a mãe ter câncer de mama antes dos 50 anos ou ter câncer de mama bilateral.
Ao contrário do que ocorre com mulheres maiores de 40 anos, não se pede que as adolescentes façam auto-exame e mamografia sistemática, pois o câncer é muito raro nessa faixa etária. No entanto, quando se sabe algo sobre a existência de mutações genéticas em uma jovem ou ela tem antecedente familiar da doença, é recomendável que faça o auto-exame ou, no máximo, um exame de ultra-som. Porém, se ao palpar as mamas for localizado um nódulo, a mamografia deve ser realizada. Segundo dr. Kemp, nesses casos o objetivo maior do auto-exame mamário é conhecer melhor a mama, principalmente as variações ocorridas no período menstrual, como dor e edema. “Ao fazer o auto-exame, a adolescente passa a conhecer as características da mama, e caso apareça alguma diferença, sabe que aquilo não é normal”.
O profissional deve ter muito cuidado ao realizar um exame clínico numa jovem, pois caso exista massa com crescimento rápido, mesmo que não seja um carcinoma, pode ser um sarcoma. Segundo Kemp, o tumor de mama na adolescência que talvez possa aparecer mais seja o da linhagem do sarcoma. O sarcoma filodes é um tipo de linhagem celular que acomete o tecido conjuntivo, que cresce rapidamente e em geral tem volume acima de 5 cm. “A adolescente consegue perceber esse processo de crescimento”, diz dr. Kemp. O sarcoma filodes surge com maior freqüência entre 40 e 50 anos, mas pode ocorrer também na adolescência. Como o tumor tem uma característica macroscópica em ‘folhas’, em geral, a conduta terapêutica é cirúrgica, com a retirada do nódulo maligno e de uma área de tecido normal circundante para garantir uma margem de segurança. O sarcoma de mama costuma não apresentar metástases, mas frequentemente acaba recidivando no local. E quando acontece metástase, ela não ocorre por via linfática, e sim pela corrente sangüinia.
O bom prognóstico de um sarcoma de filodes em uma adolescente vai depender da conduta cirúrgica com margem de segurança. “Tivemos na Escola Paulista de Medicina o caso de uma paciente de 17 anos com um tumor filodes. A menina fez a cirurgia, e dois anos depois voltou para retirar outro nódulo”, conta dr. Kemp. Quando a garota retornou novamente, aos 21 anos, o tumor recidivado já tinha cerca de 10 cm, e então foi preciso fazer mastectomia.
Dr. Kemp recorda outro caso na EPM, uma paciente de 19 anos portadora de um angiossarcoma. A garota precisou ser submetida a uma mastectomia, pois quando chegou ao hospital o volume do tumor era muito grande, entre 11 e 12 cm. O médico assinala que, na faixa de 18 e 19 anos, o principal cuidado em relação a essa linhagem de sarcoma é fazer primeiramente o diagnóstico precoce e, em seguida, fazer uma cirurgia com margem de segurança, para que o tumor não recidive localmente. A linhagem do sarcoma ocorre em torno de 18 anos e o carcinoma, tumor raro da linhagem epitelial, entre 14 e 16 anos.
Atenção por parte dos profissionais
Segundo Kemp, mesmo para especialistas, a baixa freqüência dos tumores de mama na adolescência constitui um entrave, pois quase sempre será preciso fazer um levantamento da literatura médica para saber como tratá-los. “Foi exatamente o que aconteceu comigo no caso do carcinoma secretório. Fizemos um levantamento em conjunto com equipe da anatomia patológica para saber como tratar”, diz. Segundo ele, a literatura conta relatos de casos e diz como foram tratados, mas não oferece uma conduta de tratamento.
Outro problema em relação ao tumor de mama na adolescente é o fato de o ginecologista não acreditar que o câncer pode ocorrer nessa faixa etária e deixar de fazer o diagnóstico precoce. “O nódulo benigno mais freqüente em adolescentes é o fribroadenoma, e é muito simples de examinar. Ele parece com uma ponta de nariz, é liso e com boa delimitação, ou seja, com o exame clínico já se faz o diagnóstico”, diz Kemp. No entanto, se o tumor observado fugir desse padrão, é bom ficar atento, principalmente se o aspecto da massa crescer muito rápido em seis meses. “É preciso pensar que pode ser um tipo de tumor maligno”, afirma o médico. Em relação ao sarcoma da mama, o exame clínico é o ponto de partida, e a partir daí deve-se fazer uma pesquisa através da pulsão aspirativa de agulha fina ou um tipo de biópsia com agulha grossa para a retirada de fragmentos. Com o diagnóstico histológico do tumor conhecido, promove-se a cirurgia.
“Anos atrás, ginecologistas e obstetras só se preocupavam com o binômio criança – mãe, mas hoje as coisas melhoraram bastante”, observa dra. Lair Ribeiro. Muitas alterações da glândula mamária são encontradas nas adolescentes, assim como anomalias, lesões inflamatórias e traumáticas e tumores benignos. Assim, a atenção ao câncer de mama –seja do tipo sarcoma ou carcinoma– , deve estar sempre presente na investigação dos ginecologistas e mastologistas que atendem adoles

Imagens de mulheres com Câncer de Mama


Vacina Contra o Câncer de Mama 

Uma vacina contra o câncer de mama está previsto para ser testada em maio de 2011, segundo reportagem publicada pelo diário britânico “Daily Telegraph”.
Uma droga que vem sendo testada tem dado mostras de impedir a aparição de tumores e também de atacar aqueles já presentes.De acordo com estudos, a droga poderia acabar com mais de 70% dos cânceres de mama, salvando mais de 8 mil vidas por ano somente no Reino Unido.A vacina é baseada em uma proteína chamada alfalactalbumina, que age na maior parte dos tumores de câncer de mama.
Segundo a revista Nature Medicine, testes com ratos criados em laboratório para desenvolver câncer de mama aos 10 meses de idade, mostraram que a droga deixou-os livres de tumores.
A vacina estimula o sistema imunológico, capacitando-o para destruir a alfalactalbumina quando ela aparece, e assim evitar que tumores se formem.
A droga também aumentou o poder do sistema imunológico para encolher até a metade tumores pré-existentes, sugerindo que ela poderia ser usada também como tratamento, tanto quanto como vacina.
A necessidade de mais estudos em um número maior de mulheres significa que deve demorar pelo menos 10 anos antes que a vacina chegue ao mercado.É um tempo bem longo,mas nada é certo,pode durar bem menos tempo! =)

Esclarecendo...

O câncer de mama propriamente dito é um tumor maligno. Isso quer dizer que o câncer de mama é originado por uma multiplicação exagerada e desordenada de células, que formam um tumor. O tumor é chamado de maligno quando suas células tem a capacidade de originar metástases, ou seja, invadir outras células sadias à sua volta. Se estas células chamadas malignas caírem na circulação sangüínea, podem chegar a outras partes do corpo, invadindo outras células sadias e originando novos tumores. 

Já os tumores chamados benignos não possuem essa capacidade. Eles possuem um crescimento mais lento, não ultrapassando um certo tamanho, além de não se espalharem por outros órgãos. Também são comuns na região das mamas. Inclusive, a maioria dos nódulos que aparecem nessa região são tumores benignos, como os cistos e os fibroadenomas, por exemplo. Os cistos são nódulos dolorosos e aumentam antes da menstruação. Os fibroadenomas não se transformam em câncer, e, se necessário, podem ser facilmente retirados através de uma pequena cirurgia, geralmente feita com anestesia local. Os tumores benignos não se transformam em câncer. 

A grande preocupação, portanto, é com os tumores malignos, como o câncer de mama, que crescem rapidamente e sem dor. Devem ser diagnosticados o mais rápido possível para evitar a perda da mama ou mesmo lesões maiores.

Mas existe um meio bem simples de verificarmos mudanças nos nossos seios:O TOQUE.


Fatores de risco para câncer de mama


Fatores de risco que não podem ser alterados

Sexo feminino

Este é meio óbvio. Mulheres têm 100x mais chances de ter câncer de mama que homens. Nos EUA, anualmente são diagnosticados quase 200.000 novos cânceres de mama em mulheres contra apenas 2.000 em homens.

 Idade

O risco de câncer de mama aumenta abruptamente a partir do 45 anos de idade, chegando ao seu pico ao redor dos 65-70 anos. Cerca de 77% das mulheres com câncer de mama têm mais de 50 anos.
Enquanto o risco de câncer de mama em mulheres de 30 anos é de apenas 1 em 2000, em mulheres de 75 anos o risco é de 1 para 10.(Mas como já dito anteriormente,jovens também podem ter câncer de mama).




História familiar


Ter um parente de primeiro grau com câncer de mama aumenta o risco de tê-lo em 1.8x. Ter dois parentes de primeiro grau com câncer de mama aumenta o risco em 2.9x. Se você tem um parente de primeiro grau com diagnóstico de câncer de mama antes dos 40 anos, então seu risco de também tê-lo antes dos 40 aumenta em 5.7x.
Entretanto, apesar destes dados, apenas cerca de 15% das mulheres com câncer de mama apresentam história familiar positiva. Os outros 85% dos casos ocorrem em mulheres sem história familiar.
A história familiar também é importante na identificação de algumas mutações genéticas que favorecem o surgimento do câncer de mama. Quando vários familiares apresentam a doença, provavelmente estamos lidando com um família que possui os genes BRCA1 e BRCA 2. Mulheres com esses genes apresentam 65% de chance de virem a ter câncer de mama até os 70 anos.

Os genes BRCA 1 e BRCA 2 são responsáveis por algo em torno de 5% de todos os casos de câncer de mama. Portanto, a imensa maioria dos casos não estão relacionados a estas mutações.



História pessoal de câncer de mama


Quem já teve câncer de mama uma vez, apresenta 4x mais risco de ter um segundo câncer de mama, seja na mesma ou na outra mama. Atenção: estou me referindo a um novo câncer de mama e não a recorrência do primeiro.




Primeira menstruação e menopausa
Mulheres com menarca precoce (antes dos 12 anos) e/ou menopausa tardia (após os 55 anos) apresentam maior risco de câncer de mama



Fatores de risco que podem ser alterados


Idade do primeiro filho e número de filhos


Mulheres que têm o primeiro filho cedo apresentam menor risco de câncer de mama do que mulheres que só dão a luz após os 30 anos de idade. Mulheres com o primeiro filho antes dos 20 anos apresentam menos riscos que mulheres com o primeiro filho aos 25 anos, que por sua vez, apresentam menor risco que as mulheres com primeiro parto após os 30 anos.

Mulheres acima dos 40 anos que nunca tiveram filhos são as que apresentam maior risco, cerca de 30% maior que mulheres com filhos. Estima-se que cada filho reduza em 7% o risco de câncer de mama.
  OBS.:Mas n
ão é por isso que vamos sair por aí tendo um monte de filhos.Filho é coisa séria!

Amamentação


Amamentar reduz o risco de câncer de mama. Estima-se uma redução de 4.3% para cada 12 meses de amamentação realizada. Mulheres com prole grande e com longo tempo de amamentação estão mais protegidas.


Pílulas anticoncepcionais


Existe controvérsia sobre a influência dos anticoncepcionais no câncer de mama. Atualmente aceita-se que haja um pequeno aumento no risco, que desaparece após sua suspensão. Porém, existe uma grupo de especialista que contesta a metodologia dos trabalhos que mostram esta relação. O fato é que, mesmo que haja aumento de risco, este é pequeno.



Obesidade 

Quanto maior o tecido gorduroso, maior o risco de câncer de mama. Mulheres com IMC maior que 33 kg/m2 apresentam 27% mais risco que mulheres com IMC normal. Este risco é ainda maior em mulheres após a menopausa.



Consumo de álcool 


O consumo de álcool aumenta o risco de câncer de mama. Quanto maior o consumo, maior o risco. O álcool ainda parece potencializar os risco da terapia de reposição hormonal.

 
Atividade física


Exercícios físicos diminuem o risco de câncer de mama, independente do seu efeito na redução de peso. Mesmo 40 minutos de caminhada 3x por semana já é suficiente para reduzir o risco. Mulheres que praticam exercícios mais intensos como até 10 horas semanais de caminhada ou 3 horas semanais de corrida chegam a ter até 40% menos chance de desenvolver câncer de mama.

A Sociedade Americana de Oncologia recomenda 45 minutos diários de exercícios por pelo menos 5 dias por semana.






Problemas de mama na puberdade

No início da puberdade, uma mama pode começar seu desenvolvimento um pouco antes que a outra, mas ao longo do tempo a tendência é que as duas fiquem mais parecidas em tamanho. Mas é comum que mulheres adultas tenham seios ligeiramente desiguais, o quase sempre imperceptível. Se aparecer uma massa palpável nos seios durante o crescimento, geralmente são cistos, mas esse pode ser o momento da primeira consulta ao ginecologista. Câncer de mama é bastante raro nesta faixa etária,mas pode aparecer.Fique de olho!!!

6 comentários:

  1. Eu tenho 16 anos, e de uns tempos para cá venho sentindo meus seios um pouco doloridos. Geralmente é quando está vindo a menstruação, e raramente quando já passou a menstruação. Quando apalpo os seios, sinto um caroço, mas não sei dizer ao certo se é algo que pode me prejudicar. Devo procurar o médico?

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  2. Bom apareceu uma pequena bolinha na aréola do meu seio, e não é sempre que dói, mas não ha mais nada de anormal. Seria o caso pra mim procurar o médico?

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  3. Eu tenho 21 anos, descobri um pequeno caroço na minha axila. De instancia eu entrei em desespero, já marquei médico e to tentando levar tudo com segurança e fé. Tenho muito medo, quem não tem né. Estou passando por um periodo que nunca imaginei passar. To nessa caminhada com o apoio dos meus pais, namorada e amigos. Nós mulheres temos que nos cuidar sim mas quando uma bomba dessas explode na cabeça de uma jovem mulher de 21 anos é muito complicado.

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  4. é normal os seios diminuirem em vez de aumentarem na adolecencia esse é o meu caso

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  5. o mamilo de um seio afundar é normal? ou pode ser cancer de mama?

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